Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília
Apenas em 2025, o GDF investiu R$ 15,5 milhões em manutenção e R$ 7 milhões em tecnologia para escolas com este regime
Juliana Dantas, de 16 anos, lembra da mudança que viveu quando trocou a rotina de meio período pela educação em tempo integral. No ano passado, a moradora do Cruzeiro Novo passou a estudar no Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) na cidade, onde, além das disciplinas tradicionais, tem contato com programação e tecnologia. “Quando eu vim para cá foi tipo um baque, mas depois fui me acostumando com o tempo integral. Eu gosto muito de estudar a linguagem técnica de programação. Quero fazer faculdade de engenharia da computação”, diz a jovem.
No Cemi, as aulas vão das 7h30 às 17h30, e os alunos saem com duas formações: o ensino médio regular e o curso técnico em Tecnologia da Informação. “Eles saem prontos para trabalhar e para continuar estudando. Já colocamos mais de 40 alunos em universidades públicas. Fora os que entram em universidades particulares com Programa Universidade para Todos (Prouni), Financiamento Estudantil (Fies) e outros programas”, destaca o diretor Getúlio Cruz.
A história de Juliana reflete uma tendência que acontece em todo o país. A divulgação dos resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que a educação em tempo integral cresceu em todas as etapas da educação básica nos últimos quatro anos. O país alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (2014/2024), que era atender a pelo menos 25% dos alunos da rede pública nessa modalidade.
“O Distrito Federal, hoje, tem muito a comemorar, inclusive porque tivemos um salto na questão pedagógica. A meta para 2025 era que as crianças estivessem alfabetizadas com índice 6,3 e nós ultrapassamos essa meta, ficamos com 6,5. Isso mostra que, quanto mais cedo a criança é estimulada e entra no processo educacional, melhores resultados teremos no futuro”, reforça a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.
No Distrito Federal, o Educacenso 2019/2024 mostra que o número de alunos em tempo integral passou de 46.702, em 2019, para 51.217, em 2024 — um aumento de 9,7%. “Esse resultado expressa o esforço contínuo do GDF para ampliar o acesso à jornada ampliada e assegurar que mais crianças e jovens tenham oportunidades educativas integradas e de qualidade”, afirma a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Barros.
A gestora explica que, no ano passado, foram investidos R$ 15,5 milhões na manutenção das escolas de Educação Integral em Tempo Integral e R$ 7 milhões na compra de equipamentos tecnológicos, melhorando a infraestrutura e os recursos disponíveis para os alunos. “Esses aportes fortalecem a capacidade das escolas de ofertar a educação em tempo integral com condições adequadas, promovendo a modernização dos ambientes pedagógicos e ampliando os recursos materiais disponíveis aos estudantes. Trata-se de uma ação estruturante, alinhada às diretrizes nacionais e às demandas contemporâneas da aprendizagem”, esclarece Vera Lúcia Barros.
